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Espírito Santo Engenharia

Nossa história · desde 1954

Manaus leu esta história no jornal.

Do diploma de engenheiro, em 1954, à Espírito Santo Engenharia de hoje: os marcos da empresa contados pela imprensa da cidade, com recortes do Jornal do Commercio do Amazonas, documentos e fotografias guardados pela família.

Fundação
1954
Obras
400+
Construídos
2 mide m² pelo Brasil
Obra da Construtora Flávio Espírito Santo · arquivo da família

O fundador

Flávio Emanoel do Espírito Santo

Nasceu em Feira de Santana, na Bahia, em 1925. Ficou órfão aos 6 anos e foi criado pelos tios, nas ladeiras do Pelourinho, em Salvador. Para seguir na escola, foi engraxate de rua, auxiliar de limpeza num salão, barbeiro, bombeiro hidráulico e auxiliar de escritório.

Terminado o colegial, o convite de um amigo o levou a Belém, onde se formou engenheiro civil. Dali em diante, como conta o histórico da família, seguiu o sonho de construir.

Casou-se em 1957 com Hilka Barra do Espírito Santo e teve quatro filhos. Um deles, o Eng. Emanoel Flávio do Espírito Santo Neto, dirige a empresa hoje.

Flávio Espírito Santo · arquivo da família

Linha do tempo

De Belém a Manaus, passando por Brasília e pelo Rio.

  1. 1954

    Engenheiro civil, com diploma de 11 de dezembro.

    Flávio Espírito Santo se forma pela Escola de Engenharia do Pará, em Belém. Em 1980, o Jornal do Commercio lembraria o momento: com um diploma na mão e mil idéias na cabeça, o recém-formado partiu para a vida profissional.

    Carteira do CREA, 1ª Região · arquivo da família
  2. 1955

    Em 16 de fevereiro, nasce a empresa.

    A firma Flávio Espírito Santo é registrada na Junta Comercial do Pará, em Belém, para construções civis, com capital de Cr$ 5.000,00. Mas o talento e a disposição não tinham preço.

    Certidão da Junta Comercial do Pará, 1970
  3. 1956

    Chegada ao Amazonas.

    Em 26 de julho, a empresa abre filial no estado para construir a ponte do Rio Urubu e o aeroporto de Itacoatiara. Em 25 de maio de 1957, Flávio se casa com Hilka Barra do Espírito Santo e escolhe Itacoatiara para a lua de mel.

  4. 1959

    Ajudamos a construir Brasília.

    Em dezembro, a empresa abre filial na nova capital federal. Foram anos de muito trabalho e muita terra vermelha: vias pavimentadas, edifícios, viadutos e praças públicas. A relação de obras publicada em 1980 cita, em Brasília, os edifícios Flávio Hilka, Pará-Bahia, Planalto e Ana Paula, um prédio para o Ministério da Guerra, casas e seis viadutos para a Novacap e 300 casas no Guará II.

    Jornal do Commercio (AM), 1980 · obras em Brasília
  5. 1964

    Filial no Rio de Janeiro.

    Na Avenida Rio Branco, no então estado da Guanabara. No mercado imobiliário carioca, a empresa ergue mais de 40 edifícios.

  6. 1972

    500 casas e um elogio: isto é uma jóia.

    Para a Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores de Manaus, ao lado da Vila Olímpica, com financiamento do BNH. Eram 414 casas planejadas; as obras ficaram tão boas que a cooperativa ampliou o conjunto para 500, entregues no prazo. As casas, de um a três quartos em lotes de 300 m², tinham piso de taco, banheiro e cozinha azulejados, varanda e garagem, e foram pintadas de verde, cinza, amarelo, azul e rosa. Ao ver o conjunto, o diretor do DER Municipal resumiu: isto é uma jóia. Ali começa o bairro Dom Pedro.

    Flávio Espírito Santo (à esquerda) no conjunto Dom Pedro I, anos 1970 · arquivo da família
  7. 1973

    Manaus vira casa.

    Flávio fixa residência em Manaus, e a empresa passa a se chamar Construtora Flávio Espírito Santo Ltda. Na cidade, constrói prédios públicos e privados, centros comerciais e milhares de casas, em conjuntos como Dom Pedro, Kyssia, Deborah, Campos Elíseos, Flamanal, Ajuricaba, Belvedere e Adrianópolis.

  8. 1974

    Parque Habitacional Kyssia.

    Um comunicado da Socilar Crédito Imobiliário, publicado no jornal, anuncia o financiamento de 300 casas da construtora no Kyssia, vizinho ao Dom Pedro. Ali ficaria, anos depois, a Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, em área doada por Flávio.

  9. 1975

    Parque Residencial Adrianópolis.

    Casas para viver com elegância, nobreza e status, vendidas com estande na própria obra e financiamento em 20 anos. No rodapé do anúncio, o logotipo da empresa já era uma casa com as iniciais dentro, que lembra o símbolo de hoje.

    Jornal do Commercio (AM), 1975
    O logotipo da construtora em 1975
  10. 1978

    1.952 casas em dois grandes conjuntos.

    A empresa inaugura o Parque Residencial D. Pedro II, com 600 casas, numa festa anunciada com chopp, champagne, salgadinhos, banda de música, e lança o Jardim Campos Elíseos, com 1.352. No mesmo ano, anuncia casas prontas no Parque Residencial Adrianópolis III e no Parque Residencial Deborah, e salas no Edifício Palácio do Comércio, na Avenida Eduardo Ribeiro.

    Jornal do Commercio (AM), 1978
    Jornal do Commercio (AM), 1978
    Jornal do Commercio (AM), 1978
  11. 1979

    Mais de 300 famílias livres do aluguel.

    Começa a entrega da primeira etapa do Jardim Campos Elíseos: ruas asfaltadas, meio-fio, calçamento, rede elétrica e água de quatro reservatórios, com 300 mil litros. As casas, em cinco modelos de dois ou três quartos, podiam ser financiadas em até 25 anos.

    Jornal do Commercio (AM), 1979
  12. 1980

    Jubileu de prata.

    Um anúncio no Jornal do Commercio celebra os 25 anos da construtora e lista as obras feitas até ali. Só no Amazonas, mais de 4 mil casas: 1.000 no Dom Pedro I, 1.000 no Ajuricaba, 600 no Dom Pedro II, 370 no Kyssia, 218 no Deborah e 140 no Adrianópolis, além do aeroporto de Itacoatiara, da ponte sobre o rio Preto e do Edifício San Remo. Fora dele, obras no Pará, em Brasília, no Ceará, na Bahia, no Piauí, na Paraíba e no Rio de Janeiro. Construímos um pedacinho deste país.

    Jornal do Commercio (AM), 1980
    Jornal do Commercio (AM), 1980 · obras no Amazonas
  13. 2005

    Um bairro nascido dos conjuntos.

    No especial pelos 336 anos de Manaus, o Jornal do Commercio conta a origem do bairro Dom Pedro: os conjuntos Dom Pedro I e II, Kyssia e Deborah, construídos pela Construtora Flávio Espírito Santo.

    Jornal do Commercio (AM), 2005
  14. 2007

    Fica o legado.

    Flávio Espírito Santo falece em 20 de abril, aos 81 anos, lembrado como quem ajudou muitos manauaras a realizar o sonho da casa própria. Ao longo da vida, fez doações em Manaus, sem distinção de credo:

    • a construção da igreja católica do Conjunto Dom Pedro I e da do Conjunto Ajuricaba;
    • a área da Igreja Católica Sagrado Coração de Jesus;
    • a área e a construção da Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, com o nome da mãe dele, no Kyssia;
    • as áreas da Creche Marília Barbosa e da Escola Fillipo Smaldone, no Campos Elíseos;
    • a área de uma estação de tratamento da Cosama, também no Campos Elíseos;
    • a área do hospital da loja maçônica e a da sede do Lions Clube, no Adrianópolis.
  15. 2018

    Nasce a Espírito Santo Engenharia.

    A Construtora Flávio Espírito Santo passa a se chamar Espírito Santo Engenharia: o mesmo nome de família e a mesma experiência, agora com nova identidade.

  16. Hoje

    Mais de 400 obras e 2 milhões de m² construídos pelo Brasil.

    A mesma assinatura, agora em obras residenciais, comerciais e industriais de alto padrão.

Fontes: Jornal do Commercio (AM), edições de 1972, 1974, 1975, 1978, 1979, 1980 e 2005, consultadas na Hemeroteca Digital Brasileira, da Fundação Biblioteca Nacional; arquivo da família (carteira do CREA, certidão da Junta Comercial do Pará de 1970, fotografias e histórico do fundador). Recortes reproduzidos com crédito ao Jornal do Commercio (Diários Associados).